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Poesias
Poesias

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A poesia tem um caráter imaterial e transcendental, pois  é a linguagem humana para fins estéticos. Além da literatura, a poesia pode ser expressa através de outras manifestações artísticas como a pintura, escultura e música.

 

   Aprendi que as rugas do tempo

É o mestre na arte de amar

Extrai a essência de cada estação

Por onde a vida passa

Sorve o néctar dos botões primaveris

Qual libélula graciosa que

Voa pela brisa vespertina

E, exausta desmaia inconsciente

Nas névoas da efêmera ilusão

Entre os raios de sol que inebriam

O fausto fogo interior que habita

A energia inquieta e exigente

A chama do desejo transcendental

Nas cálidas chuvas de outono

Que como seiva umedece a terra

O amor renasce com sensibilidade

Já não se chora de dor ou saudade

É ousada a busca, a permissão de doar

Este intenso nevoeiro que nos cobre gélido

Congela a Alma e se não for lépida

A vertente do amor se esvai.        

 

 

Amor,

Enigma a desvendar

O encontro de duas Almas

Que percorrem o espaço sutil

Sem fronteiras e barreiras

Em busca de algo mais

 

Amor,

Opostos que se atraem

Diferenças que se distanciam

Preenchendo as lacunas da vida

Mistura de realidade e utopia

Conquistar a felicidade dia a dia.

 

Amor,

A busca das realizações

A soma de sensações

A fonte de emoções

Que nutre a vida e o tempo

E nos torna meros mortais.

 

 

 

 

 O sol despe-se e se esconde no horizonte

Em um ritual mágico de intensa beleza

Permite que a noite que se anuncia

Cubra a terra alterando as cores da natureza

Em um degrade na seqüência do arco-íris

 

Momento em que sonho e realidade se mesclam

De mãos dadas, verso e prosa, fazem uma canção

A passarada busca abrigo em seus ninhos

Os seres buscam abrigo em seus lares

E a Alma imortal sua essência renova.

 

Nesta hora o dia se despede e diz boa noite

Rendendo homenagem ao mistério da escuridão

O firmamento recebe as estrelas ordenadas

Que formam um fino tapete iluminado

Para a Lua, dançar sua melodia de amor.

 

 

Com delicadas asas

Sobrepostas e emaranhadas

Graciosas e pequeninas

Esvoaçantes em um bailado

Ritmado e majestoso

A sós ou em cortejo

Beijam as flores do jardim

Asas ao Vento são as borboletas

Que trazem no corpo a arte

E com equilíbrio harmônico

Em perfeita sintonia

Agitam-se para frente e para trás

A cada movimento vibrante e singelo

Buscam com novo olhar

Um cravo, uma rosa, um jasmim,

Para sedutora pousar

Na mistura de cores e aromas

Em voo majestoso

Despede-se da terra

Tenta as nuvens alcançar.

 

 

 

Meu nome é energia,

Fogo em labaredas

Que animo e fortaleço

Em fluxo constante,

Sem parar, sem cansar

De forma ilimitada,

Sou eu quem te possuo

Preencho teu receptáculo

Teu cálice sagrado interior

Da energia cósmica da vida

Espalhando em vasos e veias

O néctar exalado dos Deuses

Sou luz, sou teu fluído vital.

 

  

Meus olhos fecham-se no ocaso do tempo

Lembrando o passado quando era presente

Quando de mãos unidas caminhávamos

A beira-mar, sentindo a forte maresia

Invadir nosso olfato e gotas de espumas

Salpicarem nossos lábios com o gosto do mar

Meus olhos fecham-se nas noites de brumas

Quando a fantasia invade meus pensamentos

Vejo tua tez morena iluminada por raios

Que se infiltram como réstia de luz na alcova

Meus olhos fecham-se quando habito o sonho

Em quimeras me faço deusa da castidade

Enquanto teus desejos acorrentam-me

Tornas-me escrava da paixão e volúpia

Mas quando acordo para realidade

Sou mendiga no infortúnio na vida.

 

 

 A noite gélida se faz presente

Entre brumas, o piar de coruja

Rompe o silêncio da natureza

Entre a meia luz e sussurros

Dois corpos em terno abraço

Um olhar iluminado e travesso

Um convite explícito para o prazer

A atração magnética dos desejos

Sentidos aguçados sem discordâncias

Mergulhar, no encantamento da paixão

Viajar, nas coordenadas da anatomia

Navegar, na sinuosidade da pele

Mãos ávidas que se movem sensuais

O luar testemunha doces beijos

Na suavidade e loucura da volúpia.

 

 

 

Imperceptível por sua pressa

Sem relógio para marcar horas

Sem ponteiros para contar os minutos

Não é um vai e vem, é apenas o destino

Entre o nascer e o extinguir da vida

Uma roda gigante e seu mecanismo

Quando sobe é a incógnita do futuro

Ao descer, rápida, sinaliza o passado

Enquanto o presente é feito de vertigens

Entre melodias e aromas que embriagam

Entrelaçada com sonhos irrealizáveis

Em busca do oceano de paz que cura

Além de uma linha imaginária

O Horizonte da Eternidade.

 

 

 Meus versos em sua honra,

Mulher flor, mulher aroma

Essencial à vida como o ar

Cumpre a missão divina

Espalhar na humanidade

Sementes do verbo amar

Não há nada na natureza

Comparada com tua essência

Que seca lágrimas de tristeza

Se ergue,  não conhece fraquezas

E sorri, mesmo nas incertezas

É ternura, paciência, fortaleza

Fiandeira de sonhos e esperanças

Mãe, poema, notas de melodia

Que seja sempre abençoada

Com alegrias, gratidão e paz.

 

 

 Não existem regras

Para conjugar o verbo amar

Quando crianças,

Nascem em sonhos

Iniciando em um beijo roubado,

Que deixa as faces coradas

Segredos inconfiáveis,

Lembranças guardadas na saudade,

Quando jovem é conjugado com paixão

Soma de instantes, sem registros

Atormentado de incertezas angustiantes

Entre o sono e o acordar,

Na maturidade,

É conhecida sua essência

Que já não faz parte da paixão,

Um sentimento que se enraíza

Sem fronteiras, sem barreiras

Sem perguntas, sem respostas

É viver constantemente,

Intensamente e sem limites

A arte de conjugar o verbo amar.

 

 

Viçosos botões primaveris

Brotam na natureza   

Mostrando a energia da vida

A beleza do germinar

Inspirando poetas, pintores,

O aflorar dos amores

Alimentado por sonhos,

Por um carinho extasiante,

Preenchendo o vazio

Da solidão com a esperança.

 

Vem o verão com flores

E a energia da juventude

Inebria o ar

Com o exalar de suas essências,

O amor é como o fogo

Paixão abrasiva que incendeia

Alimentando emoções

Vivenciadas por momentos,

São amores que nascem

Da carne, sem medo

Pois é a fome da caça,

Da posse, libido atuante

 

Vem o outono com os ventos frios

Despindo as árvores,

Folhas despencam e cobrem a terra

Sentimentos se tornam

Maduros nas asas da certeza

Ternos, repletos de sensualidade

Rompendo barreiras do convencional,

Do proibido e, sem ser percebido,

Logo ali se enraízam.

 

Anuncia-se o inverno,

Que cobre de gelo, rios e lagos

Jardins e bosques,

Toda a florada se veste de branco

Os amores,

Em nostalgia fenecem

As emoções hibernam,

São raras as flores,

São raros os amores,

Que vencem a neve.

 

 

Ela inebria a mente, as sensações

Transcende o lógico e racional

Para extrair a essência cristalina

Do reverso, onde sentimentos jorram,

Com a pena a rabiscar no pergaminho

Entrelaçados em sensibilidade e mistério

O Poeta retrata a paixão que incendeia

Ou mesmo, a intensa tempestade da dor,

Com maestria, retrata o êxtase das quimeras

O exalar do aroma do jardim das emoções

Dedilha com maestria as notas de seu interior,

Na sublime inspiração, ao agrupar as letras

Com arte, desenha e desnuda uma sutil silhueta

Poesia Pura, a vida em sua essência

 

 

 Ser Feliz, eis a questão, difícil é ser

É uma sensação reservada aos sábios

Não depende da calmaria ou tempestade

Um caminho de sucessos ou fracassos,

Um sorriso franco, uma vertente de lágrimas

Ser Feliz é um clik, um despertar

Vivenciar um auto-amor e aprender a doar

Agradecer a força para transpor desafios,

Saber ousar e conquistar seus ideais

Permitir que sua criança interior

Salte, pule e grite aos quadrantes

Estar viva, para errar e se erguer

Ser feliz é aprender com humildade

Dividir sua bagagem de sabedoria

Alcançar a maturidade e crer

Que a felicidade não é uma sensação duradoura

É parte de uma soma de segundos presentes

Que se oportunizam um de cada vez,

Que não existem lugares ou terceiros,

Para proporcionar ou impulsionar esta magia

Ser Feliz é uma arte e o artista é você.

 

 

                                              A cada dia um novo semear

Em mim, os sentimentos nobres,

Para que as flores do jardim

De minha Alma não feneçam

Sem esmaecer suas nuances

Sem se exaurir seus aromas

 

A cada dia um novo semear

Busca da paz com o auto-perdão

Da harmonia, perdoando o ódio,

Deslealdade, inveja e desamor,

Hostilidade, intriga e vaidade,

É doutrina entre partidas e chegadas

 

A cada dia um novo semear

Amar a Deus sobre todas as coisas

A natureza e habitantes dos reinos

Aos semelhantes, na mesma sintonia,

Sem conhecer a posse do amor pessoal

Que não dignifica os laços afetivos

 

A cada dia um novo semear

Nos sonhos idealizando as metas

No polimento da sensibilidade

Na criatividade e inspiração

Germinar versos e poesia

Permitir o aflorar da Alma

 

A cada dia um novo semear

Amei os cascalhos que pisei

Os espinhos que machucaram

Palavras proferidas que feriram

E aqui, entre derrotas e vitórias,

Na colheita, colho bênçãos de Deus.

 

 

 Apenas um rosto, essência desconhecida,

Habita emoções entre os crepúsculos

Apodera-se das sensações que oscilam

De meus sentimentos já seduzidos

Do desejo que me arrepia e me abate

Um corpo suado em sonhos agitados

Um corpo acordado em eterna letargia

A mente obcecada por tua voz melodiosa

Que aturde e se evidencia nas lembranças

Enfeitiçada, caminho por veredas distantes 

Sinto tuas quentes mãos me acariciando       

Teus lábios lascivos arrebatando beijos

Dois corpos, duas Almas, nas asas do tempo.

 

 

 Navio iluminado, show musical,

Orquestra tocando Bolero de Ravel

Risos, gargalhadas que ecoam,

Entre as vagas e a areia da praia

Tilintar de taças, brindes às sensações,

Castiçais com velas a meia luz no convéns

As percepções dos cinco sentidos brotam

Envolvendo corpos sequiosos de ilusões,

Abrem-se de forma triunfal os porões

Rasgam-se os véus que cobrem as sombras

Do mar tempestuoso do delírio da paixão,

Olhares lascivos convidativos inebriados

Um sorriso sensual, úmido e marcante,

Evidenciando os desejos dos corpos

Que inspiram volúpia incandescente,

E respiram fogo em labaredas de quimeras

Um espetáculo degradante se configura,

Cada ator cobre a face com uma máscara

Como se fosse possível encobrir o impudor,

A razão naufraga no mar da insanidade

O instinto mergulha nos Porões das Ilusões.

 

 

 

 Este poema é em tua homenagem

Meu Poeta e minha Poetiza

Para ressaltar tua importância

No Universo da Poesia

Tu, um ser sensível que fala

Sobre tuas dores e as dores alheias

Com a mesma perfeição e maestria

Usas a pena dos sonhos

A tinta do arco-íris

E pincelas na tela da vida

Doces e inspiradas notas de amor

Tu, que és fiandeiro dos sentimentos

De poemas fictícios e reais

De poemas que não são poemas

São essências guardadas

Na tua Alma pura e cristalina

Que fala do vento, fala do tempo

Ensina a conjugar o verbo amar

Tu que não registra as horas

Que perfazem dias e a noites

Pois para Poeta o tempo urge na vida

Usar da inspiração com sensibilidade

E, mais um Poema no Livro da Poesia

Registrar, pois sabe que se eternizará.

 

 

  

 Voa nas asas da imaginação

Coberta por véus de mistérios

Residente na cidade dos sonhos

Onde o Eu reina só,

Possui uma energia própria

Não é escrava do acaso

É compartilhada com Almas

Chamadas de solidão,

Torna-se musa da inspiração

Com todos os sincronismos

Como tela colorida

Da magia e sedução,

Descortina o caminho da esperança

É expressa entre versos e prosas

No horizonte da poesia

Pois a cada letra, a cada linha,

Toma forma e, mesmo sutil,

A ilusão é inteira e só minha.

 

 

 Serpente sinuosa

Enrosca e sufoca

Som de guiso a chocalhar

Encanta, enfeitiça

Raciocínio conturbado

Meandros da sedução

A carne não se sacia

A sede não mitiga

Sentidos se tornam escravos

Uma febre delirante

É desafio e tentação

Um aroma fascinante

Arte que acresce fantasias

Sintonia e cumplicidade plena

É adentrar à outra dimensão

Onde habita a essência interior

Despertar as feras incontidas

Lobos insaciáveis a Alma a devorar.

 

 

Um projeto

Nós a sós

Em meio a sóis

Renegando na vida

O dó, ré, mi

Uma vírgula na sentença

Que faz ou desfaz

O sentido da essência

O mergulho, a dança

A dor na ponta da lança

Um risco, a faísca

Incendeia a utopia

O sopro do beijo

O silêncio do sonho

Uma sinfonia esquecida.

 

 

 

 Vestida de verde após seu desnude

A terra é vorazmente possuída

Pela energia contida no éter do fogo

Que germina, floresce e traz a vida,

Brotam dos botões primaveris aromas

No ritual do renascer incessante

Em um festival de pétalas e cores

E o vento forte é transformado em brisa,

Os aromas inebriam o ar e emoções

É um encontro para celebrar a vida

Da natureza, seus elementos, seus habitantes

Dos seus ventos nos quadrantes,

Borboletas multicoloridas esvoaçam

Os pássaros pousados nos altos galhos

Gorjeiam em uma dança altiva de asas

Agradecendo ao Deus criador esta dádiva,

Os Elementais que permeiam a estação

Dividem-se entre os Elfos e belas Fadas

Espargindo a esperança e alegria

Trazendo o renascer a cada amanhecer.

 

 

 

 

Que eu entre de mansinho

Faça-te um carinho

Chame-te de amor,

Uma carícia na face

Um beijo tímido

Quente, úmido e sensual

Que eu me aninhe em teus braços

Sinta teu calor  inebriando-me

Com teu perfume exalado

Que eu sussurre

Que é meu devaneio

O brilho de teu olhar

Que saiba o que é vida

Que conheça o verso

E o reverso de teu infinito

Que percorra teu corpo

Com leves toques audazes

Beijos de volúpia e paixão.

Que possa amar-te sem perda de tempo

Com o brilho da lua

Até o novo amanhecer

Que seja sem reticências

Que eu me entregue como fêmea

Pois será a primeira vez

Que veja os raios do sol

Liberando a energia incontida

Reascender desejos e fantasias

E, após o prazer,

Ver nossos olhos iluminados

Contendo o encanto,

Do éden paradisíaco,

Deste imenso amor.

 

 

Permitam,

Que o poeta cante

Em versos e prosas

Que possam expressar

A essência em palavras

De sua sensibilidade

Permitam,

Que o Poeta exponha

Suas emoções e sentimentos

Conduzindo sua liberdade

Pelas veredas da ilusão

Por sensações de quimeras.

Permitam,

Que em cada Poema

Possa mostrar a verdade

Que é sua identidade

Mas de forma cristalina

Oferta à Humanidade

Permitam,

Que cada versejar de amor

Seja uma semente de paz

Espalhado no Universo

Que destituídos de valores

Registram apenas sangue a jorrar

Permitam,

Que o Sol ilumine a todos

Desde o intelectual

Ao simples obreiro

Que com a sua fé

Falam dos dons Divinos

Permitam,

Que os artesões das letras

Dedilhem a Lira de Orfeu

E registrem uma verdade

Todos somos filhos de Deus.

 

 

 

Aquela que cuida,

Bruxa que com sabedoria absorve da natureza

A energia intrínseca dos elementos e elementais

Professa rituais nos quadrantes para as estações

Equinócio de primavera para celebrar o renascer

Solstício de verão para homenagear a fertilidade

Equinócio de outono para pedir bênçãos à colheita

Solstício de inverno para saudar o início das metas

Aquela que cuida,

Faz homenagens sagradas às três fases visíveis da lua

Na crescente, deusa Donzela e o conhecimento   

Na cheia, deusa Mãe o poder e carinho materno

Na minguante, deusa Anciã a sabedoria e renovação

Adentra portais, entre os mundos visível e oculto

Na noite densa em segredo, nas clareiras das florestas

Pratica rituais com idioma e símbolos indecifráveis

Aquela que cuida,

Usa caldeirão, óleos, ervas, poções mágicas

Transmuta  o indelével em outra dimensão

E mergulha no conhecimento dos ancestrais

Traz alivio às dores das doenças do corpo

Para a Alma esparge, bálsamos de energias

Alquimista e maga descontrói o estagnado

Recicla e revitaliza fragmentos de sentimentos

Aquela que cuida,

Por séculos, desde os primórdios da humanidade

Fugia da temida inquisição e sentença da fogueira

E hoje, ainda perseguida é relegada  às sombras

Pois a fogueira é substituída por preconceitos

Por inúmeras religiões  e  sociedades incultas

Que desconhecem que bruxas e magas na essência,

São mulheres  místicas e valentes guerreiras.

 

 

 

 

 Invade a vida sem aviso

Anunciando o fim dos ciclos

Morte, conseqüência da vida,

Sem conchavos e preferências

Cor, credo, idade ou sexo,

Camada social ou cultural

Adeus entre corpos e almas

Corpo em uma lápide fria

Sepulcro escuro, o odor é fétido,

Flores, orações, lágrimas e lamentos,

Anjo da Morte recepcionando

Cobrindo com o manto fúnebre

Entre sombras e audazes demônios

Hediondos, na sepultura a vagar

Alma, inconsciente, busca o norte,

Da aceitação e entendimento

O romper a barreira da atmosfera

A ascensão, busca da vereda de luz,

O Anjo da Vida, sorrindo lhe convida,

Em murmúrio suave para  renascer,

No berço da homogeneidade e da paz,

Um tempo sem tempo em aprendizado

Uma estrela no firmamento junto ao Pai

 

 

 

Na metade do tempo aqui estou ajustando

Grafias desenhadas chamadas de alfabeto

Agrupando sílabas, escrevendo, registrando

Nos acordes das emoções apenas poetando

Às vezes, com sobressaltos de lembranças

Com o olhar distante sem ler o que escrevo

Na árida caminhada sem pausa para saltar

Dos terraços devastados dos sentimentos

Da pena que se rebela e escreve no deserto

Onde letras ondulam em minha mente

Como sombras veladas nas quimeras

Que o tempo carrega nas asas do vento

Um alfabeto a me atrair, folhas a esperar

Que letras e inspirações se entrelacem

Rotas ou delineadas com a tinta que jorra

Da fonte sensível que habita a Alma.

 

 

Minha face sulcada por marcas do tempo

Lembra com o nostálgico passado 

Quando me orgulhava dos 30 anos

Vivendo de forma plena e espontânea

O olhar que atraia de forma sedutora

A voz era doce e melodiosa como canção

Os gestos irreverentes graciosos e cativantes

E os lábios sempre sorrindo pintados de carmim

O corpo esbelto coberto com vestes provocantes

Os cabelos em liberdade esvoaçavam ao vento

Hoje, a casca perdeu o brilho com o tempo

Com a maturidade dos sentimentos se fixando

A essência evoluiu com os aprendizados dos ciclos

Na peneirada entre o joio e o trigo

Restaram as sementes sadias

Plantadas, regadas, com profícua colheita.

 

 

 Fugaz, sem medida, sem registro na mente

Uma partícula do algoz e conhecido tempo

Compositor e maestro das sinfonias das vidas

Permanência atemporal, mas com paradigmas

Se sua soma é um passar interminável de horas

Sua ausência é a certeza da nefasta morte

É o vento que traz lufadas de seus quadrantes

É a brisa que acaricia as pétalas das flores

E a chuva grossa ou miúda que possui a terra

É o Sol no amanhecer que se espreguiça

É a sombra no crepúsculo que arrefece o quente

É um bando de gaivotas que sobrevoa as águas

É o corpo perene em seu embotar afetivo

É a mente que se turva em seu discernimento

É a Alma em busca da ascensão e iluminação

É a prece que o Espírito nobre glorifica

É energia, inefável, apenas um instante.

 

 

  

A Vida é uma tela

Você é o artista

Seu pincel é a sensação

As cores de sua palheta

São os anseios do coração

Pincele de verde, traga a esperança

Pincele de vermelho, traga a paixão

Pincele de rosa, traga o amor

Pincele de azul, traga as emoções

Pincele de lilás, traga a transmutação

Que ela não seja preta, mistura de todas as cores

Ou branca, que indica a ausência de energia e cor

Libere os desejos da Alma para que sua vida

Seja um arco-íris a iluminar seus caminhos

Em busca da felicidade e o amor.

 

 

 

Renascer, renovar, ousar
Permitir a energia fluindo
O estagnado não é produtivo
A vida é um eterno movimento
É necessário aflorar a ousadia
Absorver do Universo as dádivas
Ser audaz nas metas delineadas,
Humilde para reconhecer erros
Garra para buscar oportunidades
Não permitir que o tempo passe inerte
Pois tempo, não espera você e nada
É fazer de sua vida uma melodia,
Onde os acordes musicais vibrem
Unidos em busca de única sintonia,
Usar seus dons e se dispor a ofertar
Liberar um maroto e mágico olhar
Doces palavras para uma ação solidária
Usar seu olfato para aspirar aromas
E suas mãos para afagos constantes
Sorria por desfrutar a plenitude dos sentidos,
Descubra que seu caminho é individual
Que a vida é uma arte e você é o artista
Pincele com tênues tons, sua tela de vida
Vivencie a liberdade plena de amar
Um homem, uma mulher, família e amigos
Você é o rei ou a rainha de seu império,
Construa o alicerce de 2017 com esperança
Com a Fé, que tem como origem sua crença
Desta forma erguerá fortalezas para suportar
O telhado que cobrirá o início, meio e fim
De seus próximos doze ciclos de vida
No ano novo, que em breve vai nascer.
 
FELIZ ANO NOVO AMADOS AMIGOS

 

 

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 Escolhas de rotas

Acúmulo de derrotas

Melodias sem notas

Soluços sufocados 

Lagrimas furtivas

Rotos sentimentos

Vogais e consoantes

Palavras mal traçadas

Páginas amareladas

Registros de chegada

O aceno da despedida

Cortejo de inúteis dias

Anoitecer assombrado

Pesadelos renovados

Insônia, inimiga do sono

Rapsódias invadindo sonhos.

 

 

 O tempo passa lépido ou vagaroso,

Constantes ciclos de nascer e fenecer

Não pode ser esquecido, pois não perdoa

Ele doa, extrai, arrasta, esmaga, destrói

É impaciente, algoz, cruel e sorrateiro

Observa-se sua imponência e destreza

Quando se oculta entre auroras e anoitecer

É um enigma indecifrável sua durabilidade

Não espera e se importa com o instante

Pois o homem é quem decide no presente

Seu Tempo de Viver

 

 

 Juventude é um estado de espírito,

É audácia, ousadia, busca incessante

De rotas para realizar sonhos e fantasias

É liberar imaginação, a arte da criatividade

Mergulhar no mar de sensações e emoções

Vivenciar intensamente o ciclo presente

 Velhice é um estado de espírito,

Quando o horizonte é despojado de cores

Você se perde no escuro e vive na sombra

De seus medos, inseguranças e desespero

Olha o espelho e não vê o viço da face

Apenas rugas que mostram o célere tempo

É acomodar-se a rotina, desistir dos sonhos

Entregar-se aos seus ferrenhos inimigos

Lembranças marcantes de um passado

Às cruéis e dilacerantes doenças da Alma

Até o despertar para novo renascer

E crer que a velhice pode ser jovem.

 

 

 Todo sambista é poeta

Fala em suas composições

De suas alegrias e dores

Com perfeição nos acordes

Norteado por sua inspiração

Todo o sambista é poeta

Fala da preocupação de seu povo

Faz críticas e sorrindo alerta

Sobre os fatos que maculam

Sua Pátria, seu amado Brasil

Todo o sambista é poeta

Exterioriza na letra sua fé

Respeita a natureza divina

Homenageia com carinho

Suas mulheres, negra e branca

Todo o sambista é poeta

Mas tem poeta que não é sambista

Um usa a pena e o pergaminho

O outro dedilha com maestria

Mas, os dois rendem homenagens

A vida, a música e a poesia.

 

 

 Imponente cobre a face da dama

Esconde a pele quem sabe esfacelada

Deixa a vista cabelos negros enfeitados

Ornamentados com intensa extravagância

Longo vestido que oculta suas formas

Quando dança coquete ao som das notas

Extraídas das cordas de violinos que gemem

Entre chamas de velas e olhares lascivos

E acompanham o compasso da melodia

Máscara que encobre o profundo vazio

De olhos negros que perderam o encanto

Que atraem ao imensurável abismo

Sorver do cálice negro o absinto

Para enlaçar o gélido e rígido corpo

Em um abraço que inspira energia

Na insanidade da mente que aspira

Exótico aroma da morte em vida.

 

  

 

                                         São amores do tempo presente

Regados a samba, suor e cerveja

De ilusão como chuva passageira

Pierrôs e Colombinas desfilando

Nos salões enfeitados e coloridos,

Confetes e serpentinas jogados.

Amar em plena folia é uma arte

Com brilho de paetês e purpurinas

Corpos alucinados bamboleando

Provocantes na emoção da paixão

Em compasso nos sentimentos

Na melodia do desejo, saciando.

Amores de carnaval cuja duração

Inicia com Rei Momo e termina

Em uma quarta-feira de cinzas

Ou, àqueles que retiram máscaras,

Eternizam em carnavais no futuro

Um verdadeiro amor carnavalesco.

 

 

 Ilha,

Inexplorada e sedutora

Por sua misteriosa geografia

Vento,

Oscilante dos quadrantes

Aquilon, Favonius, Vulturnus e Auster

Corpo,

Prevalece a beleza da anatomia

Objeto de desejo e conquista

Alquimia,

Mestria na consciência

Discreta, ícone da luxúria

Alma,

Receptáculo das quimeras

Sentinela de sua real essência

Musa,

Inspiração desde a antiguidade

Dos poetas, penas e pergaminho.

 

 

 Noite fria em negritude

Ela, oculta entre as brumas

Esguia, exalando perfume

Na floração de sua beleza.

Espera que o orvalho a banhe

Limpe suas aveludadas pétalas

Que adormecidas recolhem-se

Aos sons da noite em silêncio.

Em sua nudez espera o amanhecer

Para do Sol, receber um cálido beijo

E possuir seus raios em suas pétalas

Orquídea selvagem, orquídea negra.

 

 

 Quem? Eu, tu, a humanidade?

Mascarando as diversas emoções

Escondendo a cristalina face

A cada oscilação, coberta por máscara

Para esconder inúmeras frustrações

Pois os sentimentos produzem o fato

A mente prepara a autodefesa

A Alma é o cenário do destino

O Tempo é o maestro da incerteza

A vida é o camarim das máscaras

Máscaras de sorrisos, sempre alegres,

Da tristeza cruel, vítima das lágrimas,

Irônicas que gargalham com cinismo,

As hediondas que projetam tragédias

Mas, sem elas não há sobrevivência

São hábitos cotidianos os disfarces

Dos desafios e duelos na existência

Assim se faz o percurso dos ciclos

Sob aplausos dos tantos que iludimos

Em emaranhados de fantasia e hipocrisia

Mascarados iludem a todos, menos a si

Sem aviso elas se tornam fragmentos,

Rompem as barreiras da insanidade

Pois o EU é sutil energia de identidade

Não se mascara, assim como a consciência

 

 

 Um Universo misterioso e desconhecido

Em eterna evolução entre o morrer e nascer

Sem depender da Ciência e da mão humana

O Sistema Solar se mantém inexplorável

Composto por planetas, asteróides, luas e anéis

O Sol, Astro Rei irradia energia, luz e calor

Mantendo em sua órbita corpos celestes

Girando em perfeita sintonia ao seu redor

Mais próximo ao Sol temos Mercúrio

O filho de Júpiter, mensageiro de Hermes

Que faz uma revolução rápida em torno do Rei

Resplandece Vênus, estrela vespertina

A Deusa Romana responsável pela beleza

Das percepções, sensações, emoções e o amor

A terra nosso habitat, origem e estabilidade

Onde a vida é semeada, germina e floresce

Na Natureza com seus reinos e Elementais

Marte traz um tom avermelhado e ventos

A divindade Ares, guerreiro tenaz e valente

Temido e como a estrela da morte conhecido

Observamos Saturno e seus lindos anéis

Com Cronos, divindade da força e justiça

Conhecido como filho do Céu e da Terra

Eis Urano, personificado como o Céu

Filho da Noite, irmão de Gaia, Pai dos Titãs

Netuno, Rei dos Mares e águas correntes

Das fontes que jorram a energia da vida

Posêidon, consagrado Deus supremo do mar

Lua, apenas um satélite natural da terra

Explorada, invadida pela cobiça dos homens

Que de si desconhecem a própria essência.

 

  

 Maestro Vento rege a Sinfonia

Com o zangarreia das cigarras

E a estridula dos grilos cantantes

O firmamento bordado de estrelas

A Lua, rainha da Noite, vestida de gala

As flores postadas nos caramanchões

Aguardando a abertura da festa

Que simboliza a despedida do Verão

Algumas se escondem do tempo

Usam máscaras e fantasias e afirmam

Pertencerem à futura estação

Pois sabem que no final da festa

As Fadas, mensageiras das Flores

Recolherão dos jardins as espécies

Para guardar no seu mundo encantado

Onde em sementes se transformarão

Em seus momentos mágicos,

Lírios, orquídeas, antúrios e cravos

Fazem um balé de intensa sedução

Os girassóis e amor-perfeito

Ousam fazer promessas de amor

Às tulipas e brinco-de-princesa

Desejando selar os sentimentos

Para perdurarem por todas as estações

Colibris e borboletas pousam

Suavemente, em cada corola de flor

Com carinho, depositam o último beijo

A Sinfonia silencia entre ais e suspiros

Flores recolhem suas frágeis pétalas

As estrelas apagam-se por instantes

As lágrimas da Deusa lua orvalham

As folhas que deixam nus os galhos.

 

 

 Quero me aproximar de você

Em um tempo de silêncio

Entre as brumas que cobrem o mundo

Envolvida pelo fogo que aquece e queima,

Por entre as águas mansas dos lagos

Como a brisa suave dos quatro ventos,

Estendendo uma cama macia de flores

Onde te amarei como criança

Como mulher sedenta de desejos,

Que eu seja tua inspiração,

Um rastro de busca a ser revelado

Um presente para não ser esquecido

Um passado para ser lembrado

Um futuro de sentimentos e ilusão,

Mas que fique no sussurro das almas

Que jorram doces palavras

Sem registro no livro da vida,

Mas gravadas em cada emoção.

 

 

 Véus transparentes, esvoaçantes e multicoloridos

Acariciam as matizes do infinito ao nascer do sol

No prenuncio da aurora que desliza sobre a terra

Na primavera que na vida flui e se eterniza

Fina estampa de gerânios simples ou dobrados

De madressilvas com cheiro doce de silvados

Com o néctar das rosas que de amor falam

E um jardim de azaléias que o poeta inspira

Fina estampa das qualidades e cores da Alma

Onde renasce, brota e germina o sentido da vida

Emoções são entalhadas entre a seda e organdi

Fina estampa do amor em vicissitude florescendo

Desenhado em alternados ramos de sentimentos

Acariciando terra ao atravessar o tempo.

 

 

 Outono desnuda os frágeis galhos

Transformando a beleza colorida

Em tons e matizes envelhecidos

Mas é o melhor tempo para amar

O sentimento é maduro, consciente

Traz quietude, sabedoria e leveza,

Transborda o coração de esperanças

Realiza desejos e sonhos confinados

Simboliza a verdadeira recíproca

Que de mansinho, conquista e se fixa,

Alguns permanecem por toda vida,

Outros, em transitórias sensações,

Unem corpos em acalanto e aconchego

São apenas amantes que, em alcovas

Inebriam-se, com as emoções outonais

Entre os crepúsculos do tempo.

 

 

 

 Brisas mornas brincam com as folhas

Que caem ressequidas das árvores

E flutuam entre as veredas da vida

Carregadas pelo vento em suas asas

Em um balé mágico e estonteante

Prenúncio de maturidade, fim de ciclo

As folhas enrugadas, úmidas do orvalho

Meditam em silêncio com sabedoria

Pois são apenas passageiras de uma estação

Uma breve existência, vestida de verde,

Em nudez, não resiste o vento e ao tempo.

 

 

 Procurei em rostos conhecidos e desconhecidos

Em senhoras das classes rica, média e pobre

Nas mães que carregam crianças sorridentes e rosadas

Um semblante em que a luz divina se manifestasse

Encontrei em inúmeras mulheres da classe miserável

Espalhadas em terras secas, improdutivas e sem água

Esquálidas, acuadas, sem morada, bandeira ou futuro

Que entregam seus murchos seios com a pele ferida

Para engambelar o choro convulso do fruto desnutrido

A mercê de homens que um dia foram pequenos filhos

Hoje, com egos inflados pelo poder são selvagens humanos

Alimentam a guerra e sádicos incentivam ao extermínio

Te homenageio, por ti oro e peço a misericórdia do Criador

Por tua humildade e resignação em cumprir um Karma sofrido.

 

 

 

 Santo Antônio casamenteiro

Aos teus pés venho orar

A solidão me deixa triste

Um amor quero arrumar

Passam dias, passam meses

Não atendes meu pedido

Sei que sou merecedora

De achar um bom marido

Se você escuta as preces

Das desesperadas e aflitas

Peço mais um pouquinho

Dá-me um marido rico.

 

 

 É o Ar que corre pelos quadrantes

Com o nome de Vento Sutil

Como a brisa na primavera florida e multicolorida,

Como orquestra, dançando com as folhas outonais

Indomável, intempestivo quando chega o inverno

Ou, passageiro de verão que viaja nas asas no tempo.

Ar de poesia é quando se sente um beijo cálido

Como carícia suave e melodiosa em nossas faces

Nas horas em que o sol escaldante queima nossa pele

De forma matreira, injetando sensações diferentes.

É o Ar, o mensageiro que traz e que leva as sementes

Que germinam e proliferam como frutos e flores

Ofertando o alimento para o corpo sedento e famito

Ofertando para a Alma, beleza e aromas.

O Ar é um instrumento dedilhado pelos poetas

Dando Ares de Poesia aos românticos e romances,

Que descrevem emoções e sentimentos dos amantes,

Que foram levados pelo vento e pelo tempo

Deixando nos corações, um vazio imenso,

Ou àqueles, entregues pelos ares benfazejos

Repletos de energia, alegria e felicidade

Para permanecerem na eternidade.

 

 

 

 A melancolia reveste a natureza

Na metamorfose de mais uma estação

No céu sombrio, fantasmas desenhados

A chuva e o vento assustam pássaros

Pois os galhos são bordados com gelo

As folhas vestidas de tênues cristais

Os jardins são tesouros de diamantes

Cobertos pelo manto da alva neve

A introspecção permeia o homem

O inverno abre o baú das incertezas

É tempo de hibernar nos sentimentos

Nas lembranças, sonhos e quimeras

Entre nuvens que esfumaçam o passado

O presente entre amanhecer e ocaso

O futuro, uma incógnita longínqua

Na ininterrupta rota do tempo.

 

 

 Sem pressa, a velocidade é paixão

Paixão é desejo, desejo é carne

Carne é sedução, sedução é instante

Mude a direção, não busque ilusão

Ilusão é utopia, utopia machuca

São atalhos da frustração e solidão

Veja o amor com outras perspectivas

Viva um belo e intenso romance

Com novo método, novo sabor

Novo aroma, novo prazer

Ame muito, diferente cada vez

Invista, experimente, seja criativo

Não caia na rotina, ela deprime

O mais importante é a mudança

Permita fluir energias das emoções

Ame a cada instante, hoje e amanhã.

 

 

 Quando acuada a Alma grita em versos

Dilacera a pele com a pena úmida de sangue

Molhada no tinteiro das lágrimas que jorram

Quando lembranças afloram na memória

E desfilam como espectros e fantasmas

Interagem em monólogo rude e desafiante

Quando o reflexo do espelho desnuda o tempo

Mostra as cicatrizes tatuadas na pele opaca

Descortina as portas secretas dos labirintos

Quando a solidão  sem convite senta à mesa,

A insônia faz companhia e se cobre de sedas

A bússola  do tempo não aponta o norte.

 

 

 A inspiração borda sentimentos

Delicadas filigranas entrelaçadas

Prata para veladas percepções

Ouro para preciosas sensações

Bronze para emoções em dualidade

A inspiração se transmuta em alquimia

E o poeta preenche linhas em branco

Alegorias e metáforas em poesia.

 

 

 Nós a sós

Em meio a sóis

Renegando na vida

O dó, ré, mi

Uma vírgula na sentença

Que faz ou desfaz

O sentido da essência

O mergulho, a dança

A dor na ponta da lança

Um risco, a faísca

Incendeia a utopia

O sopro do beijo

O silêncio do sonho

Uma sinfonia esquecida.

 

 

 Uma réstia de luz

Em sua brevidade

Infiltra-se pelas frestas

De uma porta milenar

Danificada pelo tempo

Uma grotesca forma humana

Coberta com manto decrépito

Sem cor definida como as névoas

Presa a sentença da existência

Enquanto a casca se esvai

Na paisagem externa e no avesso

Uma face mostrando cicatrizes

Um nome enodoado incompleto

Uma escultura, “A Loucura”.

 

 

 Amanhã, quando o último ciclo chegar

Estiver sentada em uma cadeira de balanço,

Cercadas de flores, embalada por crianças

Quero ter a certeza que não passei em vão,

Pelo caminho a mim destinado e percorrido,

Quero ler as páginas do Livro da Vida

Ver que não possui folhas em branco

Apenas inúmeras páginas amareladas

Mostrando que o tempo passou e foi longo,

Quero ter certeza que venci os desafios

Aprendi a cultivar a desejada felicidade

Conduzi na direção do Bem meu Livre Arbítrio

Cumpri meu destino florido ou de espinhos

Sempre lúcida para o terreno arar e semear,

O amanhã na vida é chamado de futuro

Um tempo de mistérios e desígnios

Quando será o presente, mais uma vez.

 

 

 Vestir a vida com tecido de seda

Bordar com filigranas de ouro e prata

Fantasiar sonhos e desejos contidos

Aspergir aromas de alegria e felicidade

Cobrir os caminhos de pétalas coloridas

Apurar a audição para acordes do universo

Exercitar uma linguagem de sabedoria

Transformar as lágrimas em estrelas

Que iluminarão as rotas das realizações

E, finalmente, agradecer à Deus este Dom.

 

 

 

 Séculos passam, tempo passa

Entre os arrebóis de amanhecer e ocasos

Que se atraem e se distanciam

Entre o passado, presente e futuro

As intempéries que decisões alteram

 Passa o tempo, passam séculos

São metáforas e incógnitas crescentes

Qual  clepsidra e o elemento água

Ou a ampulheta e elemento terra

Transitoriedade da existência

Tempo passa, séculos passam

Entre os aromas da Alma que se fixam

O brilho fugaz das gotículas de chuva

As mudanças de curso de nosso destino

Escritas com a pena no pergaminho divino

 Secularidade, temporalidade

Incontestável, inexorável nos registros

Desde o vagido até o último suspiro

Certezas de viagens passadas e futuras

Sementes e raízes na vida, a subsistência.

 

 

 

Milenar, atravessou os séculos

Registros em folhas de pergaminhos

De filósofos, moribundos e poetas

Para perpetuarem-se pelo tempo

Os filósofos escrevem suas verdades

De como delineiam a essência da vida

Mesmo que sejam jogadas ao vácuo

Os moribundos escrevem a despedida

Confessam as infrações cometidas

Ou até mesmo um simples até breve

Os poetas grafam notas melódicas

Na escala da doce ou amarga vida

Das sensações e sentimentos ocultos

Inspiração real ou de quimeras

Que afloram no instante em que a fonte

De onde jorram as emoções transborda

A arte da grafia é desenhar letras

Palavras que em qualquer idioma

Simbolizam verdades ou mentiras

Após pronúncia, cristalinas ou veladas

Soltas aos ventos por continentes

Se escritas configuram a energia

Que atravessará novos séculos

Mas que jamais serão esquecidas.

 

 

 Com passos cansados,

Respiração ofegante

Entre as idas e vindas

Caminha o peregrino

Sedento e famito,

Nas brumas da escuridão

Um homem sem nome,

E sem predicados

Com a garganta travada,

Grita em gestos contidos

Um débil sopro de vida,

Que na insanidade se esvai

Sem temer o vento forte,

A chuva que lhe encharca

As parcas vestimentas

Lá vai ele, o Peregrino lá vai

Esfolando os pés nos cascalhos

Em busca do abismo fatal,

Povoado de sombras

Para um encontro marcado

Com sua Alma imortal.

 

 

Pranto que sulca minha face

Que perdeu o viço e a beleza

Desde que, em mensagens mudas,

Escritas no infinito

Como em um conto de fadas,

Nas veredas da vida te encontrei

Pranto silencioso que escorre

Quando meu pensamento,

Voa em tua busca

E, sem direção certa,

Perde-se no tempo

Entre idas e vindas,

Sem conseguir te achar,

Pranto que dilacera minha alma

Que busca a cumplicidade perdida

Em sonhos compartilhados

Com ansiedade no dia a dia,

De doces ilusões

Esperanças contidas

Para um novo amanhecer,

Que hoje, distantes e sem emoções,

Resta apenas o sentimento

E uma grande certeza,

De que a vida inteira

Esperei por você.

 

 

 SITES PREMIUM

 

 

A alma desperta de seu hibernar

Alimenta-se da energia primaveril

Germina no jardim das emoções

Floresce na essência dos sentimentos

Uma Alma primaveril é eterna

Não é apenas uma estação do ano

É uma qualidade e opção íntima

A metamorfose espiritual da vida

A Alma primaveral é conectada

À pureza, paz, equilíbrio, felicidade

Verdade, amor, poder e iluminação.

É dedilhar com maestria as notas musicais

Da melodia que germina e floresce em cada ser

É orquestrar a sinfonia eterna do renascer.

 

 

Quero viver além de

pensamentos e julgamentos

Oposições aos desejos da Alma

Escolhas por um sistema decrépito

Sentidos oprimidos pelo choque

Proibições desnecessárias e obsoletas

Discriminações por opções e ódio racial

Infinitas guerras pelo poder entre povos

Separação dos homens entre classes

Algozes de sentimentos negros

Incertezas que atingem a humanidade

Um bem-estar ilusório e caótico

De gerações que apenas sobrevivem

Sem ter um sentido digno na vida

Da ficção do tempo que cria o artifício

Do conceito arbitrário e imprevisível

Que não visa um bem único e comum.

 

 

 

Poeta é aquele que faz poesias

Em versos, formando estrofes

Obedecendo a rima e a métrica

Sou apenas, Aprendiz de Poeta

Sigo o que minha alma determina

Com maestria, poetisa minha vida

Sem temer o verbo, com alquimia

Em mistério e magia, expressa

Percepções, sensações, emoções

Ela tem origem, raiz, sentimentos

Que oscila entre um sorriso maroto,

Ou olhar penetrante, audacioso

Vertente que inunda lágrimas

Torrente de insaciáveis desejos

Sem nome, nem sobrenome,

Pois energia não se rotula

Impulsionada pela essência

Renasce através do tempo.

 

 

 

A terra canta,

Na melodia dos ventos

No sussurro das brisas que

Traz o farfalhar das folhas

Nas lufadas que movem

E fazem redemoinhos

Nas dunas ou  beira-mar

 A terra canta,

No murmúrio das águas

Que jorram da fonte

Descem aos rios e formam

Lagos, riachos e córregos

No marulhar estonteante

Do balé das vagas do mar

A terra canta,

No crepitar das labaredas

Que de forma antagônica

Aquecem ou incendeiam

Trazendo à consciência

Energia e purificação

Ímpeto ao cálice interior

 A terra canta,

Reinos cantam uníssono

Sintonia e harmonia perfeita

Canta quando o ventre fecunda

Quando a semente da gestação

Brota e embala em canção,

O Homem, seu filho.

 

 

 

Lá se vão os ventos quentes e secos

Dias de alegrias, lazer e preguiça

Raios solares que inundam a terra

Com sua energia abrasadora

Despede-se o verão acenando

Nas asas de um céu azul distante

Aves em harmonia esvoaçam

Nas folhas que vestem os galhos

Espumas das ondas murmuram

Canções melancólicas nas vagas

As doces águas dos rios e lagos

Aquietam-se, silêncio de até breve

Um novo olhar sobre o tempo

Evidencia que a energia fenece

Ruma em viagem para outro Norte

Lá se vão os castelos de sonhos

Amores, entre marés, alta e baixa

Naufragam entre ondinas e sereias.

 

 

Quando pensei que a vida,

Dar-me-ia uma triste rasteira

Quando conformada desisti,

De realizar um grande sonho

Guardado por longos anos

Deus, que já tinha escrito

Em seu livro do destino

Presenteou-me com uma vida

Minha filha, boneca de porcelana,

No ventre se gerou e floresceu

Me fez realizada em ser mãe

Apta para cumprir a missão

Olhos azuis como o firmamento

Cabelos loiros encaracolados

Foi uma doce e meiga criança

Adolescente cônscia de deveres

Hoje, mulher, linda e madura,

Anos apressados se sucederam

Aos poucos, fui entendendo

O reverso do presente,

O âmago da real essência

Da benevolência de Deus,

Não era apenas uma filha

Um Anjo que desceu a terra

Com a missão de iluminar

Não só o caminho dos pais

Mas de seus familiares

Uma geração de amigos

Na defesa dos injustiçados

No aconselhamento dos aflitos

Na proteção aos necessitados

Esta boneca de porcelana,

É minha filha - SHAYDA.

 

 

Fecho os olhos da visão e medito,

De uma forma assustadora

Como um turbilhão,

Sem dia, sem hora pré-fixada, 

Escuto o silêncio de minha alma,

Que escreve em minha mente

Letras que formam palavras,

Que retratam sentimentos,

Apanho a pena e pergaminho

Transcrevo o que aflora,

Pois conheço seus mistérios,

Segredos e sua essência jovem,

Que sem limite poetisa

Sua essência interior.

 

 

 

Os opostos, os conflitos,

O que está preenchido

Ou adentrar no vazio

Um início envolvente

Um degradante final

Os agrestes caminhos

Ou um tapete de flores

O comum, o inusitado

Tudo que é contrastante

O silêncio que me acalma

O movimento que me atiça

O indecifrável, o impalpável

A vida nasce e se transforma

O amanhecer com sua energia,

O anoitecer com seu mistério,

O ser ou não ser, eterna busca.

 

 

Foi o ontem

É o presente

Destruição

Da ética

Da moral

Morte de ideais

Conchavos políticos

Discriminação social

Ser negro é ofensa

Ser pobre é pecado

Corrupção é legal

O poder é ditatorial

É o fim dos tempos

Da honestidade

Da transparência

Pois a mídia apregoa

Barbáries dos homens

É guerra civil

É guerra psicológica

É guerra dos Egos insanos

No futuro,

O caos será global

A paz entrou em óbito

No homem, nas Nações

Pois mata-se a cada minuto

E morre-se a cada instante.

 

 

 

O Outono chega com uma densa neblina

Que oculta o Sol, trazendo uma chuva fria

A monotonia se faz presente na natureza

Tudo se aquieta em contemplação pacífica

Tons verdes perderam a luminosidade

Árvores escondem sua sinuosidade

Folhas chicoteadas pelo vento despencam

Flores recolhem as delicadas pétalas

Pássaros buscam abrigo entre galhos

Homem circunspecto e angustiado medita

Olhar da face alonga-se ao horizonte perdido

Alma melancólica analisa suas sentenças

Natureza seca agradece a chuva bendita.

 

 

Folhas coloridas cobrem o bosque

Enquanto árvores envergam seus galhos

Por saborosos frutos da temporada

A vegetação é carregada de cores

Entre ouro, ferrugem e fogo

Um amanhecer cinza em névoa fria

Um crepúsculo entre nuances

Rosa, vermelho, marrom e roxo

A noite chega em tons prata

Poesia escreve metáforas poéticas.

 

 

 

Cada vida com seu próprio ritmo

Em compasso louco ou comedido

Aos acordes de uma sintonia livre

Decorrentes da expressão única.

Dança inebriante pelo movimento

Dos pensamentos acelerados

Das palavras sussurradas

Das ações a encorajá-la.

Sua energia dança e você sabe

Reverencia energias em ti ocultas

O último acorde da orquestra cessa

Você analisa se a dança foi produtiva

Ou se foi fuga para iludir a vida.

 

 

 

Novo ciclo, troca das estações e deuses

Terra se veste de âmbar e senta-se Mabon

No trono da Natureza para reger o Outono

A estação do mistério e autoconhecimento

O retorno ao nosso interior espiritual

Busca da igualdade, harmonia e equilíbrio

Um tapete de folhas secas cobre a terra

Fertilidade, frutos que alimentam a vida

Um tempo de contemplação e depuração

Em busca de nossa identidade única

Tempo de colher os frutos da semeadura

O aprendizado que resulta na sabedoria

Que sem a morte, não existe renascer.

 

 

 

Ela, com um sorriso fingido

Lábios tingidos de carmim

Carnudos e doces como mel

Ela, mulher misteriosa e sensual

Que na dança balança o corpo

Em convite matreiro, cativante

Que atrai, promete e engana

Ele, com sorriso exuberante

Dentes cerrados de desejo

Valente guerreiro em busca da caça

Corpo gingando, suas mãos suando

Um abraço de posse sufocante

Possui ali mesmo é somente sua

Unidos em um só corpo e alma

Em uma sintonia, compasso definido

Entregam-se sem limites sorrindo.

 

 

Repercutem em sintonia

Entre o infinito e a terra

Em uníssono com a brisa

Soprada dos quatro ventos

Entrelaçados com acordes

Das notas melódicas das harpas

Ecos da Alma são indecifráveis,

Intensos, em infinitos instantes

Viajam entre o Macrocosmo

Silenciam no tapete de estrelas

Onde portais se abrem a noite,

Liberando sonhos para mortais

Realizarem desejos em segredo

Entre suspiros e dolorosos ais.

 

 

 

Ao te olhar,

Assusto-me

Não me vejo

Reflete a Alma

Sua existência

Sua cor translúcida

Sua transcendência

Sua imaterialidade

Sua sapiência

Sua dimensão

Sua paz

Sua sintonia

Suas virtudes

Seu equilíbrio

Seu zelo

Seu verso

Seu reverso

Onde estou?

Sou quem?

Espelho do Karma.

 

 

 

Com autenticidade

Sobre sonhos e desejos

Do aroma da terra

Seiva úmida da chuva

De gostos, desgostos,

De livros fechados

De vida, alegria,

Falar é descobrir

Que cada palavra

Tem sabor de energia

Da doce felicidade

Fale com o tempo,

Fale com o vento

Fale com o astro-rei,

Fale estrelas e lua

Fale com esperança

Nos pensamentos

Nos sentimentos.

 

 

 

Alma, energia não necessita de aparatos

Mas a também tem seu gélido inverno

É quando o homem se entrega a nostalgia

Acompanhado da solidão e tristeza

Emoções, sentimentos perdem-se a esmo

Fenece energia de sua essência interior

Quando o fogo ardente vital da vida

É apagado por lágrimas da saudade

Quando este homem é pálido violáceo

A pele perde o viço a elasticidade

O brilho do olhar dá lugar à opacidade

A voz enfraquecida, sem musicalidade

Quando sentimentos hibernam

Emoções despencam no abismo

A alma sem alimento congela

É nevasca gélida da infelicidade.

 

 

A pena escrevendo rápido

Ranhuras dos fugazes instantes

Das apreensões dobre o futuro

Um tempo temido e desconhecido

A Alma mergulhada no voo

Das quimeras aprisionadas

Habitam a lembrança e nostalgia

São sentimentos que renascem

Na suavidade da sabedoria

Transcrevendo a rota escolhida

Pela mão divina do destino.

 

 

Nossa vida é feita de ciclos

Cada ciclo tem seu tempo

Onde a mente projeta metas

Que delineiam a trajetória

Nas páginas são registrados

Os desafios e obstáculos

A sabedoria de remover

O estagnado, os entulhos

Pois final de cada ciclo

Ocorre o óbito necessário

Para um novo renascer

Decretos de esperanças

Projetos e oportunidades

Assim é a jornada do homem

No uso de seu Livre Arbítrio

Assim cada homem escreve

Seu patrimônio, sua história

As folhas deste livro

Ficarão amareladas

Pelo destrutível tempo

Este tempo tem nome,

Sua Vida.

 

 

 

O coração do poeta é uma lira

Com acordes de suaves brisas

Que sopram lânguidos desejos

Notas de paixões ardentes

Acordes de ais em labaredas

Um turbilhão de insana luxúria

Melodias de tempestades lascivas

Uma sinfonia entre céus e infernos

Inspirado na arte e beleza efêmera

Da musa coberta de sedas e filigranas

No néctar do beijo que escraviza

Na liberdade de sua voluptuosidade.

 

 

Com humildade

Aceitando a natureza e suas intempéries

Agasalhando o corpo, pois a neve é fria

Pés afundando da alvura dos flocos gelados

Com solidão

Acordar para o emaranhado da vida

Juntar papéis descoloridos e amassados

Garatujados em linhas de nostalgia

Com razão

Despertar e se vestir de consciência

Incinerar os sonhos do inconsciente

Sacudir a sujidade da poeira do tempo

 

 

Uma noite de sombras

O vento violento sacode

As parcas folhagens

Dos galhos desnudos

Curvados ao rés do chão

A atmosfera é pesada

O silêncio é estarrecedor

Lá fora a chuva ruidosa assusta

São lágrimas da lua entristecida

Pois o tempo lhe veste de brumas

E esconde seu manto de estrelas

Minha Alma também está triste

Minha mente faz uma prece

Enquanto lágrimas tatuam a face

Desenhando na lembrança a solidão.

 

 

Uma pena úmida no tinteiro

Diversos papéis amarrotados

A mente a divagar sem pressa

Entre os labirintos da Poesia

No âmago da sensibilidade

Nos insights da memória

Busco lembranças e palavras

Tatuo letras não encontro rimas

As percepções em oco sarcasmo 

As sensações em reticências

As emoções transcendentes

Sentimentos  lacrados em silêncio

Prisioneira da inquietude do momento

Na companhia da melancolia e medo

É noite, enlouqueço e adormeço.

 

Observamos marcas do tempo

Através das rugas da pele

Do desgaste do corpo físico

Das sementes plantadas

E dos frutos colhidos,

Quando, nos consideramos incultos

Pois não usamos o tempo

Para aprendizados obter,

Desgastamos emoções

Emaranhado de sentimentos

Sem conseguir discernir

Quando nos detemos no tempo

Para analisar o que é felicidade

E concluímos que fomos felizes

Mas a velocidade do tempo

Não permitiu entender

Quando decidimos abrir

O baú de recordações

Enfrentar os obstáculos

Que não foram superados

Pois a inércia nos fez fugir

Quando nos conscientizamos

Que aprendemos a dividir o tudo

Diminuir os sonhos e vitórias

Multiplicar de forma incansável

Somar arduamente com todos

Excluindo nossa pessoa

Quando despertamos um dia

E ao analisarmos a existência

Sentimos que desconhecemos

Nossa essência interior

Neste momento cruciante

Desperta a fera adormecida

Impulsionando-nos a lutar

Entender que o tempo

É uma soma de instantes

De um passado que não retorna

De um presente que deve ser pleno

De um futuro que a Deus pertence.

 

 

A Mãe Natureza chora através da chuva

Que inunda a terra em forma de maremoto

Pelas águas das fontes que chegam aos rios

Pelos rios, no desaguar no imenso mar

Pelas águas do mar que invadem terras férteis

E habitações são destruídas impiedosamente

 A Mãe Natureza chora em lamento

Através do rugido forte do vento

Que lá fora sangra folhas e arvoredos

Não importa se dão frutos ou flores

É a tempestade formada de fantasmas

Entre clarões dos raios se movimentam

A Mãe Natureza chora vertentes de sangue

Quando vulcões se agitam no interior da terra

Explodem em lavas escaldantes e incessantes

Queimam vegetações deixando terrenos áridos

Expelindo gases que contaminam a atmosfera

Danos irreversíveis aos seus três reinos

A Mãe Natureza chora convulsivamente

Quando pedras por encostam rolam

Quando a terra treme, quando o solo racha

Quando o homem desperta e se conscientiza

Que não é a ira da Mãe que se faz presente

É a Lei do Retorno, a punição por seus atos.

 

 

 

Amigos especiais

São feitos de energia e cores

Onde o sentimento da amizade

Tem um lugar de destaque

Na lembrança e carinho

Amigos especiais,

São aqueles que entendem

Respeitam tempo e silêncio

Cedem espaço ao semelhante

Para que realize seus ideais

Amigos especiais,

São vocês, que me amam

Escrevem e me incentivam

Porque sabem que cada ser

Exerce seu Livre Arbítrio

Amigos especiais,

São tesouros, não feitos de metais

Moldados nas emoções e sentimentos

Usam as asas do vento como veículo

Para enviar mensagens de amor.

 

 

 

Ampulheta de Chronos irreverente

São minutos e horas que escoam

Se repetindo, se consumindo

De forma lenta ou vertiginosa

Um tempo produtivo ou evasivo

Entre o nascimento e morte

Uma viagem com rota indefinida

Nos labirintos do medo e ansiedade

Ontem, proliferando perdas

Hoje, estático e obsoleto

Amanhã permeado de incógnitas.

 

 

 

O universo é permeado de aparências

Uma soma de luzes, cativantes brilhos

Onde permanece oculta a sabedoria

E a roda da vida em eterno oscilar

Entre os sonhos, quando ascende

Com emoções flutuando ao acaso

Buscando no futuro uma janela de luz

E a crua realidade ao despencar,

Pois o destino inconsistente é sina

Transitar pelo  tempo, fragmentos de vida

Irônico, frio, tornando-nos órfãos

Dos sonhos, esperanças e vãs aparências.

 

 

Fluxo de energia interior

Movimento constante

Primavera de aromas

Verão vestido de sedas

Outono de folhas secas

Inverno de gélida neve

Quimeras flutuantes

Cobertas de esperanças

Caleidoscópio de ilusões

Semeaduras e colheitas

Entre projetos e petições

Tropeços nos cascalhos

Lágrimas que jorram

Sentimentos petrificados

Labirintos que confundem

Um tempo que definha

Ciclos que se encerram.

 

 

Que somados são horas

Entre a escuridão efêmera

E a luz que incide sobre nós

Imagens refletidas no espelho

Que deslizam silenciosamente

Embaçadas na lembrança

Frutos de sonhos delirantes

Entre a consciência de ser

Nem sempre o que gostaríamos

Na inconsciência que anula

O que deve ser ignorado

Nas teias formadas pelo destino

Entre os meandros do tempo.

 

  

 

Sinfonia da brisa

No farfalhar das folhagens

Nos ramos que balançam

No silêncio do espírito

Que flutua em sua energia

Na mansidão das lágrimas

Que vertem da Alma

No sussurro dos tormentos

No isolamento da plenitude

Na eternidade do momento.

 

 

 

 

 

O Poeta é artesão de sonhos e poesias

Molda as letras, dando cor, dando forma

Impulsionado por emoções e sentimentos

Dedilhando com maestria a Alquimia

Transcende entre seu interior e a realidade

No peito esconde suas dores e cansaço

Busca a pena e desenha no pergaminho

A silhueta das percepções entrelaçadas.

Lágrimas vertem e selam o papel já molhado

São lembranças projetadas em disfarces

Para não sentir a vida enquanto o tempo passa.

Letras soltas, palavras marcadas, frases inacabadas

Assim é a vida do poeta, artesão das letras

Em um tempo atemporal o amor enobrece.

 

 

Noite tétrica e velada por brumas

A bruxa enlouquecida em seu ritual

Causando terror aos que habitam

Bosques, florestas, campinas

Segue pelos ermos caminhos

Praguejando impropérios

E, sob a tênue claridade do luar

Desnuda-se e mergulha seu corpo

Nas águas do lago encantado

Pronunciando palavras mágicas

Emerge uma linda mulher

Que com sorriso encantador

Convida o trôpego eremita da vida

Para sorver em seus lábios sedentos

O doce néctar do veneno rotulado,

AMOR.

 

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