Rascunhos da Alma, dedicado à literatura poética. 

Haikai

Haikai

          

O poema japonês conhecido como KIGO (estações sazonais) tem sua origem através do poeta japonês Matsuo Bashō (1644-1694). O uso poético de elementos das estações do ano já era comum desde o Man'yōshū, a mais antiga antologia de poemas japoneses, datada do século VIII.

            Com a imigração japonesa no Brasil no início do século XX esta cultura difundiu-se e ocorreu a adaptação recebendo o nome de HAIKU ou HAICAI.             A primeira divulgação do haiku na literatura brasileira aconteceu em 1919. Afrânio Peixoto (1875-1947) no prefácio do seu livro Trovas Populares Brasileiras, além de apresentar o haikai, explica:

"Os japoneses possuem uma forma elementar de arte, mais simples ainda que a nossa trova popular: é o haikai, palavra que nós ocidentais não sabemos traduzir senão com ênfase, é a epigrama lírico. São tercetos breves, versos de cinco, sete e cinco pés, ao todo dezessete sílabas. Nesses moldes vazam, entretanto, emoções, imagens, comparações, sugestões, suspiros, desejos, sonhos... de encanto intraduzível". http://www.kakinet.com/caqui/brasil2.htm

            O haicai clássico é uma poesia de estação e suas efemeridades evidenciando os elementos que a compõe, bem como, o que o homem vivencia em cada estação. É uma arte é simples e sua mensagem é subjetiva. Pode-se afirmar que a elaboração do Haikai resulta da sensibilidade do poeta no exercício de seus cinco sentidos em seu cotidiano. Um pequeno poema com 17 sílabas divido em três versos, o primeiro verso com 5 sílabas, o segundo verso com 7 silabas e o terceiro verso com 5 sílabas. Não requer rima e título, mas a métrica deve ser respeitada.